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Governo da Costa Rica busca expandir programa policial à medida que a violência das drogas se intensifica

A violência recente na cidade costeira de Limón, na Costa Rica, colocou em destaque o papel do Estado centro-americano nas rotas do narcotráfico. Em resposta, o governo da Costa Rica está tentando expandir e militarizar a força policial.

Nas últimas semanas, uma série de tiroteios letais provocou um debate sobre como o estado deve lidar com o tráfico de drogas e crimes associados. A tiroteio amplamente divulgado, que as autoridades atribuíram à guerra de gangues de drogas, ocorreu no Sunset Beach Club em Limón, o principal porto da costa caribenha da Costa Rica. Homens armados atiraram e mataram um total de seis pessoas, incluindo vários transeuntes – entre os quais duas eram crianças.

Após os assassinatos, o diretor do Departamento de Investigações Judiciais (OIJ), Walter Espinoza, disse que há “uma cultura da violência” na Costa Rica proliferaram por gangues de drogas. A oposição política solicitou que um "estado de emergência" ser declarado, embora tenha sido rejeitado pelo governo por não ter base legal aparente.

O ministro da Segurança, Gustavo Mata, pediu o reforço da presença policial nas ruas de Limón para ajudar a combater a violência relacionada com o narcotráfico, tendo já realocado várias centenas de agentes de outras funções.

Segundo Mata, está se tornando mais comum que os cartéis de drogas mantenham algumas drogas na Costa Rica para serem vendidas localmente, em vez de simplesmente traficar por toda parte. Isso, afirma Mata, está trazendo um novo nível de violência local para um estado que tem sido tradicionalmente uma nação de trânsito, e ele afirma que outros crimes associados, como lavagem de dinheiro e roubo, também estão aumentando.

Entre 2000 e 2015, a taxa de homicídios do país quase dobrou. Crime de Insight relata que mais de 70 por cento dos homicídios na Costa Rica estão agora relacionados às drogas. Ao mesmo tempo, o governo estima que a quantidade de cocaína traficada pelo país é recorde; autoridades afirmam que, até o final deste ano, 1,700 toneladas da droga teriam passado pela Costa Rica.

Nos últimos anos, o governo adotou uma estratégia cada vez mais agressiva para combater o crime organizado, incluindo a criação de uma Unidade de Operações Especiais (FEO) em 2015, mas isso não foi suficiente.

A Costa Rica conta com uma força policial de cerca de 12,000 policiais, que Mata espera aumentar para 18,000 para combater o tráfico e a violência relacionada. De acordo com o The Tico Times, Mata ameaçou renunciar a menos que os tribunais concordem em aprovar um projeto de lei que conceda mais financiamento às forças de segurança.

Em agosto deste ano, as autoridades fecharam um acordo no qual o Governo dos EUA fornecerá US$ 30 milhões em ajuda para o esforço antidrogas da Costa Rica, incluindo o fornecimento de veículos blindados, embarcações e aviões.

O aumento do narcotráfico e da criminalidade violenta na Costa Rica continua destruindo o tecido social. Agora, diante de cenas intoleráveis ​​de violência como o tiroteio de Limón, o governo da Costa Rica optou por combater o narcotráfico com força. Se esta abordagem falhar em conter a crise, a Costa Rica pode ter que quebrar o molde para encontrar uma alternativa.

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